Placido Affonso, Mother's Day

A Message to All Mothers from My Father

Plácido Affonso, a criminal defense attorney, a psychoanalyst, an author, and a radio personality, was also the father of four children.

Being his only daughter, I had the privilege of being daddy’s little girl, and watching in awe as he gave his time to those who needed help the most, seldom asking for anything in return. But it was at home that I witnessed what made him truly special.

His love for my mom was infinite and his respect for mothers in general came from the fact he understood that mothers are the “source of life,” as he put in his message. Those who guide, those who offer refuge, and those who must put pride aside if they hope to be successful.

It is no wonder that in Catholic teaching, the Mother of God is the most exalted of all creatures.

In many ways I know he raised me to be a mother, even if he never told me that much.

Thank you, dad. And thank you for leaving this to your wife and my mother, to me, and to my children.

 

 

In Portuguese:

Neste segundo domingo de maio, que é também o mês de Freud*, o dia de hoje em todo o mundo comemora-se com o são do esplendor próprio dos grandes acontecimentos a efeméride que mais de perto toca a alma da criatura humana.

Hoje é o Dia das Mães. O dia do qual toda a humanidade tributa com efusão sua homenagem de amor. Sua homenagem de ternura, de carinho, de gratidão, de respeito, e admiração àquelas que não são apenas as rainhas dos lares, as pétalas de rosa perfumadas da nossa imaginação — carregadas de sonhos e de emoção. Ou ainda, a célula mater da existência. Mas sim a essência e o próprio perfume da vida.

Elas que são igualmente a bondade, a tolerância, o sacrifício, a luta por vezes porfiada. A compreensão, a simplicidade, e até a humildade e a pureza de sentimentos que fazem da mulher mãe um verdadeiro símbolo da vida espiritual do homem. Eu às saúdo.

Humildemente e com o fervor do encantamento de quem sabe medir bem a grandiosidade do evento que hoje comemoramos. Ser mãe, disse o poeta, é padecer no paraíso. Mas não é somente isso.

É imperioso que reconheçamos, ser mãe é conceber com prazer e alegria o fruto do seu amor, fazendo enxergar a luz do dia como um dos mais naturais, legítimos, e sublimes impulsos da natureza. Já que somente com a maternidade pode a mulher considerar-se plenamente feliz.

Ser mãe não é apenas dar à luz, gostar, amar, e desejar todo o bem do mundo aos seus filhos mas também compreender-los, guiá-los e orientar-los por caminhos capazes de levá-los a condições de vida espiritual mais coerente com a própria diginidade humana.

Ser mãe significa criar e orientar do mesmo modo, e sem nenhuma restrição, os filhos de amor proibido. Suportando com dignidade e isenção a responsabilidade do erro ou falta cometida, uma vez que ninguém erra ou incide em falta sozinha ainda por vontade própria.

Ser mãe é ainda ter, criar e educar seus filhos com amor, com carinho, com muita paciência, por vezes até com alguma energia, com grande soma de compreensão e sobretudo com bons exemplos. Mesmo sem muito conforto material e até mesmo com pouca comida.

Ser mãe revela finalmente aceitar e reconhecer a prevalência da vida espiritual sobre a vida física ou somática, tudo devendo fazer para preservar a saúde psíquica dos seus filhos, guiando-os com segurança no rumo dos sadios postulados de vida, ensinados e aconselhados pela psicanálise, quando diz Freud, por exemplo, que uma leve palmadinha, aparentemente sem qualquer consequência e aplicada à uma criança poderá abrir em sua alma informação, uma cicatriz grave, ou uma sequela de imprevisíveis efeitos para a vida psíquica futura dessa criaturinha.

Ser mãe, em última análise, é suportar os insucessos como os nossos grandes e necessários aliados, enfrentando seus problemas com serenidade, com otimismo e esperança sempre renovadas em busca do ideal maior de vida que é ser mãe e conquistar um estágio de vida mais longa e mais feliz. Daí eu homenageá-las por todas essas razões.

Mães que me ouvem, pelas quais tanto nós os filhos estremecemos, queremos, e amamos e nessa hora tributamos este preito de admiração com a força invencível da nossa alma. O que fazemos igualmente com um bejio na face e um beijo nas mãos. Com a gratidão eterna por termos tido o privilégio e a ventura de sermos seus filhos. Esta é a homenagem que lhes prestamos nesta data festiva. Neste instante de tamanhas emoções e alegrias para muitos mas também de lembranças muito caras e evocações para outros, entre os quais eu me encontro.

*E mês da Nossa Senhora, mãe de Deus

In English:

On this second Sunday of May which is also the month of Freud*, we celebrate, with the splendor that is only found in life’s great events, the fact of life that most closely touches the soul of the human creature.

Today is Mother’s Day. The day on which all mankind effusively pays its homage of love. A homage of tenderness, affection, gratitude, respect, and admiration for those who are not only the queens of the home, the fragrant rose petals of our imagination — laden with dreams and emotion. Or yet, the mater** cell of existence. But the essence and the very perfume of life.

Likewise, they are kindness, tolerance, sacrifice, and sometimes the struggle they are forced to face. The understanding, the simplicity, and even the humility and purity of feelings that make the woman mother a true symbol of man’s spiritual life. I salute you — humbly and with the fervor of the enchantment of those who know how to measure the grandeur of the event we are celebrating today.

To be a mother, said the poet, is to suffer in paradise. But that is not all.

It is imperative that we recognize being a mother is to conceive with pleasure and joy the fruit of her love, making one see the light of day as one of the most natural, legitimate, and sublime impulses of nature. Since only with motherhood can a woman consider herself fully happy.

Being a mother is not only to give birth, enjoy, love, and wish her children all the good in the world, but also understand, guide and help to establish them in ways that can lead them to life conditions that are more coherent with human dignity itself.

Being a mother means raising and guiding in the same way, and without any restrictions, the children of forbidden love. Bearing with dignity and exemption the responsibility of the error or fault committed, since no one errs or incurs a fault alone, even if acting on their own free will.

Being a mother is still having, raising and educating their children with love, with care, with a lot of patience, sometimes even with some energy, with a great deal of understanding and above all through good examples. Even without much material comfort and sometimes not enough food.

Being a mother finally reveals that she accepts and recognizes the prevalence of spiritual life over physical or somatic life, doing everything she should do to preserve the psychological health of her children, guiding them safely towards the healthy postulates of life taught and advised by psychoanalysis, when Freud says, for example, that a light pat, on the surface without any consequences, when applied to a child, may open information in his soul, a severe scar, or a sequel of unpredictable effects to the future psychic life of that little creature.

Ultimately, being a mother means enduring failure as her great and necessary ally, facing your problems with serenity, with optimism, and hope that are always renewed in search of the greatest ideal of life, which is to be a mother and achieve a longer and happier life stage. Hence why I honor them for all these reasons.

Mothers who now listen to me, whom we children want with so much temerity and love, and at this time we tax due to our great admiration and with the invincible strength of our soul. We do so with a kiss on the cheek and a kiss on the hands with eternal gratitude for having the privilege and the happiness of being your children. This is the tribute we pay you on this festive date, in a moment of such emotions and joys for many, but also very dear memories and evocations for others, among whom I find myself.

 

*And month of Mother Mary
**mater, the Latin word for mother, which also means source or root

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s